Análise de 01/01/2026 a 30/06/2026
Índice Global de Recuperação de Crédito B2B
O primeiro semestre de 2026 trouxe mais volume, mais pressão e menos tempo para decidir. A 4ª edição do IGR compara a mesma janela do calendário em dois anos consecutivos e separa o que é sazonalidade do que é tendência.
Base analisada
1.082.812
Quantidade de títulos enviados para amostragem
O primeiro semestre de 2026 trouxe mais volume, mais pressão e menos tempo para decidir. Analisamos o período inteiro para entender o que mudou em relação ao mesmo intervalo de 2025 e o que isso exige de quem vende a prazo.
A 4ª edição do IGR responde a uma pergunta objetiva: o que separou as empresas que recuperaram receita das que apenas assistiram ao atraso crescer?
Bem-vindo à 4ª edição
A inadimplência não nasce grande. Ela nasce pequena, recente e ignorada.
Construído a partir da maior operação de recuperação de crédito B2B do país, o IGR compara comportamentos, identifica padrões e mede o impacto direto das decisões certas sobre o resultado.
Nesta edição, vamos olhar para o recorte semestral, observando a mesma janela do calendário em dois anos consecutivos e separar o que é sazonalidade do que é tendência.
Ignorar sinais custa caro. Aprender com eles gera vantagem.
Dados totais
Dados totais
Quantidade de títulos enviados para amostragem
1.082.812
Quantidade de segmentos analisados
15
Quantidade de empresas para amostragem
394
Quantidade de acionamentos
11.667.089
Todos os dados apresentados neste relatório foram retirados da base da Global, levantados a partir de amostragem com mais de 1,08 milhão de títulos vencidos cadastrados entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026.
Fonte: Global Hub de Relacionamento e Cobrança
- 1º semestre de 2025≈ 870 mil títulos enviados
- 1º semestre de 2026≈ 1,08 milhão de títulos enviados
O primeiro semestre de 2025 considerou cerca de 870 mil títulos vencidos. O primeiro semestre de 2026 fecha com 1.082.812. É um crescimento de aproximadamente 24% na mesma janela do calendário, um ano depois.
O dado não descreve apenas uma base maior. Ele descreve um mercado em que o atraso deixou de ser exceção pontual e passou a ser rotina operacional: mais empresas acionando recuperação, com mais frequência e mais cedo.
Fonte: Global Hub de Relacionamento e Cobrança
Títulos vencidos mês a mês
Títulos vencidos mês a mês
Percentual de cadastro dentro do próprio semestre, para permitir a comparação direta entre os dois períodos.
Em 2025 o percentual de cadastro subiu de 13,88% em janeiro até 24,59% em junho. Em 2026 o percentual parte de 12,55% em janeiro, atinge o pico de 22,19% em março e fecha o semestre em 17,59% em junho. As duas séries se cruzam em março e se invertem em junho.
Fonte: Global Hub de Relacionamento e Cobrança
Análise
O pico mudou de lugar
Em 2025, o primeiro semestre era uma rampa: o volume crescia mês a mês até estourar em junho, que sozinho concentrou 24,59% dos títulos do período. Em 2026, o pico veio em março (22,19%) e o semestre fechou plano, com junho em 17,59%.
O risco se antecipou dentro de um mesmo ano. O estresse de caixa que antes aparecia no fim do primeiro semestre agora se manifesta ainda no primeiro trimestre.
Recado para o planejamento
Réguas de cobrança calibradas para “apertar depois do meio do ano” chegam atrasadas em 2026. O reforço de caixa, equipe e cadência precisa estar de pé antes do fim do primeiro trimestre, não depois dele.
Títulos vencidos por faixa de atraso
Títulos vencidos por faixa de atraso
Percentual de cadastro por faixa de atraso, em escala regular de 0% a 30%. Em destaque, os primeiros 20 dias (29,27% e 13,23%) e as faixas acima de 180 dias (9,19%, 7,25%, 3,79% e 4,24%).
A concentração de 42,5% dos títulos vencidos nos primeiros 20 dias confirma que o risco começa cedo e se acumula rápido.
Ao mesmo tempo, mais de um quarto da base já está acima de 180 dias. São títulos que continuam ocupando estrutura, consumindo esforço operacional e produzindo pouco retorno — o custo silencioso de decisões adiadas em ciclos anteriores.
Fonte: Global Hub de Relacionamento e Cobrança
Títulos vencidos por segmento
Títulos vencidos por segmento
Todos os 15 segmentos, ordenados pelo percentual de cadastro. Em destaque, alimentos e bebidas (20,41%), bens de consumo não duráveis (14,85%), financeiro (14,00%) e atacadista e distribuidor (13,15%).
Alimentos e bebidas seguem liderando o volume de títulos vencidos. Na sequência aparecem bens de consumo não duráveis, financeiro e atacado/distribuição.
Segmentos essenciais e de alta recorrência concentram risco justamente por operarem com margens pressionadas e grande volume de operações. A inadimplência B2B não está nas exceções da economia — está no seu centro.
Fonte: Global Hub de Relacionamento e Cobrança
Virada de foco
São os dados que mostram, sem filtro, que o tempo decide o resultado e que adiar a decisão custa mais caro do que parece.
Análise completa
Veja o que realmente determinou a recuperação de crédito no primeiro semestre de 2026
Preencha seus dados para acessar as taxas de recuperação por faixa de atraso, região, estado e segmento, além das principais conclusões para o segundo semestre.
- Eficiência de recuperação por idade do título
- Comparativos regionais e estaduais
- Desempenho por segmento
- Impacto do volume sobre a recuperação
- Participação dos canais digitais
- Recomendações práticas para crédito e cobrança